A atuação da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) no Tribunal do Júri foi o tema central do sétimo episódio do podcast “Xô, Juridiquês”, lançado nesta quinta-feira (8) no canal oficial da instituição no YouTube.
As defensoras públicas Gisele Chimatti Berna e Cristiane Obregon de Alencar explicaram o papel da DPEMT para garantir o pleno direito de defesa a pessoas acusadas de cometer crimes dolosos contra a vida que não possuem recursos financeiros ou que não constituíram advogado particular.
A principal característica do júri, que difere outros processos criminais, é a participação direta de cidadãos comuns no processo de decisão judicial, representando a sociedade.
“Não é só o homícidio que é julgado no Tribunal do Júri. São os crimes de homicídio e sua tentativa, que são os mais comuns, o crime de aborto, tanto o autoaborto como o terceiro que realiza o aborto, e a instigação ou auxílio ao sucídio, quando uma pessoa auxilia outra pessoa a se matar”, detalhou Gisele.
A Defensoria Pública atua para que o réu receba tratamento igualitário em relação à acusação (Ministério Público), desde a disposição física no plenário até o acesso equilibrado ao tempo de fala e à apresentação de provas perante os jurados.
“Para ter um processo justo, precisa ter uma defesa compatível, eficiente. E a Defensoria Pública realiza muito bem esse trabalho no Tribunal do Júri”, destacou Cristiane.
