Laços de família – Quem se encontrou definitivamente na DPEMT foi a defensora Carolina Reneé. Gaúcha do município de Porto Alegre, Reneé tomou posse na Defensoria de Mato Grosso em dezembro de 2016. Ela conta que a vontade de ser defensora pública surgiu ao relembrar a história de sua avó, uma mulher de origem simples que sempre batalhou para cuidar da família.
“A minha vó era faxineira e também catava latinhas para vender e ajudar na compra de remédios e na renda da casa. Atualmente eu faço parte do Grupo de Atuação Estratégica em Direitos Coletivos em Defesa dos Catadores de Materiais Recicláveis. Essa atuação, que foi proporcionada pela Defensoria Pública de Mato Grosso, faz com que as minhas raízes pessoais e tudo aquilo que a minha vó me ensinou, por meio do trabalho digno e honesto, se aprofundem com as raízes da DPEMT. Hoje eu olho para a minha caminhada de 10 anos na instituição e sei que dei o melhor de mim para levar o acesso à justiça às pessoas que mais precisam. É uma forma de manter a minha vó viva em mim”, conta a defensora.
Entrega consciente – Diretamente do estado da Bahia, Robson Guimarães saiu do município de Caculé, em outubro de 2024, para tomar posse como defensor público em Mato Grosso. Sua comarca inicial foi em São Félix do Araguaia (1.014 km de Cuiabá), local onde foi recebido de braços abertos pela população e pelos servidores da instituição.
Robson conta que o sonho de lutar pelos direitos das pessoas em situação de vulnerabilidade foi a força motriz que fez com que ele escolhesse a DPEMT, instituição que desde o início já era motivo de admiração.
“A Defensoria Pública representa uma missão que ultrapassa fronteiras geográficas. Quando tomei posse eu entendi que poderia fazer a diferença em realidades que demandam presença, compromisso e sensibilidade. Sair do meu estado foi uma escolha consciente de crescimento e de entrega, uma decisão alinhada com o ideal de transformar vidas por meio do Direito. Vim para Mato Grosso sozinho, o que exigiu uma força emocional muito grande, mas com o tempo fui construindo vínculos muito sólidos, tanto com a equipe quanto com a comunidade. Hoje posso dizer que essas experiências me fortaleceram e ampliaram a minha visão de mundo e de atuação institucional. Eu já admirava a DPEMT, mas hoje eu a vejo não apenas como uma instituição jurídica, mas como um verdadeiro instrumento de transformação social, que atua diretamente na dignidade das pessoas e na concretização de direitos fundamentais”, garante o defensor.
Maio Verde – Essas são apenas algumas histórias que ajudam a definir a importância do Maio Verde e da valorização da Defensoria Pública. O período é uma tradição anual da instituição que se estende ao longo de todo o mês. A cor verde simboliza a esperança e o compromisso da DPEMT com a promoção dos direitos humanos.
“Por mais que se possa deixar um local de trabalho, uma cidade ou mesmo um país, seguimos enraizados naqueles com quem partilhamos e vivenciamos experiências, notadamente as de cunho fraternal. Aliás, a fraternidade é um conceito que congrega noções religiosas, jurídicas e filosóficas e, no âmbito da DPEMT, constantemente nos impulsiona e guia. Ainda que dificuldades, cansaços e frustrações inevitáveis possam nos fazer esmorecer, essa troca diária com colegas, servidores, munícipes e assistidos faz com que essa vocação para o servir puro e simples potencializem a nossa vontade de atuar como defensores e defensoras”, diz Marcelo De Nardi.
No dia 19 de maio é celebrado o Dia Nacional da Defensoria Pública, data instituída pela Lei nº 10.448/2002, em homenagem a Santo Ivo (Yves Hélory de Kermartin), padroeiro dos advogados e defensores públicos. A escolha remete ao falecimento de Santo Ivo, ocorrido em 1303. Doutor em teologia, direito, letras e filosofia, Santo Ivo é reconhecido como patrono dos advogados devido à sua atuação em defesa dos pobres, órfãos e viúvas. Durante sua vida, ele fundou a "Instituição dos Advogados dos Pobres", oferecendo assistência jurídica gratuita aos necessitados. Sua canonização, em 1347, consolidou seu legado como símbolo de justiça e compaixão.