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EDUCAÇÃO E PREVENÇÃO


Defensoria debate combate à violência contra a mulher com estudantes em Cuiabá

Ação na Escola Hélio Palma de Arruda marcou o mês de março com diálogos sobre violência de gênero e o papel da DPEMT na proteção das mulheres

Por Alexandre Guimarães
19 de de 2026 - 16:59
Reprodução Defensoria debate combate à violência contra a mulher com estudantes em Cuiabá


Na manhã desta quinta-feira (19), a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) levou o debate sobre o enfrentamento à violência doméstica para dentro da sala de aula.

A defensora pública Rosana Leite, coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem), realizou uma palestra para alunos do 6º ao 9º ano da Escola Estadual Hélio Palma de Arruda, em Cuiabá.

O encontro atendeu a um convite da assistente social da unidade, Layza Marinho, aproveitando as atividades do mês de março – período dedicado à conscientização e ao combate à violência contra as mulheres.

Mais do que uma aula expositiva, o momento foi de escuta e troca de experiências sobre como os adolescentes enxergam as questões de gênero na sociedade atual.

Protagonismo estudantil – Após a palestra, Rosana participou de uma entrevista conduzida pelos próprios alunos. 

Três estudantes entrevistaram a defensora sobre as principais funções do Nudem e como a DPEMT atua no dia a dia para garantir os direitos das mulheres.

Para a defensora, o interesse dos jovens pelo tema é um passo fundamental para transformar a realidade.

“Foi um momento valioso de aprendizado mútuo. Ouvir como as crianças e adolescentes percebem a violência de gênero nos ajuda a construir estratégias de proteção mais eficazes”, destacou.

Educação como ferramenta de mudança – Durante a atividade, Rosana reforçou sua defesa pela inclusão de temas como a “não violência contra a mulher” nos currículos escolares de forma permanente.

Segundo a defensora, a educação é o caminho mais curto para gerar mudanças significativas no futuro.

“Continuo acreditando que, ao levarmos esse debate para o ambiente escolar, estamos plantando uma semente de respeito e igualdade. É assim que evitaremos que novos casos de violência ocorram nas próximas gerações”, concluiu.