A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) reforçou o compromisso institucional de defender os direitos das crianças e adolescentes durante a abertura oficial do Mês de Apoio à Adoção, solenidade ocorrida nesta segunda-feira (4) no Fórum da Comarca de Cuiabá.
A segunda subdefensora pública-geral, Maria Cecília Alves da Cunha, afirmou que a campanha deve buscar a cooperação entre todos os atores do sistema de justiça para encurtar os caminhos do processo de adoção com o objetivo de garantir um lar acolhedor para os que mais precisam.
“Falar de adoção é, antes de tudo, reconhecer uma ausência, a do Estado quando vínculos são rompidos e não são reconstruídos com a urgência que a infância exige. Na Defensoria Pública, no ano de 2025, realizamos 597 atendimentos relacionados à adoção. Apenas no primeiro trimestre de 2026, já são 217 atendimentos. Sabem o que esses números significam? São trajetórias em espera. E a infância não pode ser vivida em espera. Cada demora, cada falha de articulação, cada etapa que não dialoga com a outra representa vínculos que deixam de ser construídos no momento em que mais importam. Por isso, é essencial afirmar que o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente precisa ser fortalecido como aquilo que ele é, um organismo vivo, que só funciona com integração real, atuação coordenada e compromisso contínuo”, afirmou a defensora.
Realizado pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso em parceria com a Comissão Judiciária de Adoção (Ceja) e a Associação Mato-Grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), o Mês de Apoio à Adoção reúne capacitações, mutirões processuais, encontros institucionais e campanhas de conscientização com o objetivo de tratar sobre o tema da adoção entre todos os participantes do sistema de justiça.
“O dia 25 de maio é considerado o Dia Nacional da Adoção. Por conta disso, todo mês de maio é tratado como Mês da Adoção. Neste mês a Corregedoria convoca todos os juízes da infância e juventude a tratarem com mais prioridade os processos de adoção que estão em trâmite. A Defensoria Pública é imprescindível para que tudo isso funcione, haja vista que ela atua em grande parte desses processos”, afirma a juíza auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça e representante da Ceja, Anna Paula Gomes de Freitas.