A defensora pública que também atua no Nudem, Zanah Carrijo, ressaltou que os trabalhos revelam que o assunto faz parte da realidade de crianças e adolescentes e que as atividades desenvolvidas nas escolas também buscaram prepará-los para reconhecer e enfrentar situações de violência.
“Por meio dos desenhos percebemos que esses alunos estavam vivendo violência em casa. Eles expressaram durante as perguntas que faziam que algumas situações eram comuns para eles e também mostravam interesse e curiosidade. Pelo olhar, pelo gesto corporal, dava para perceber que estavam passando por isso”, relatou.
Segundo Zanah, o trabalho nas unidades escolares também incentivou os estudantes a assumirem uma postura de proteção diante dessas situações. “Na intervenção na escola, procuramos prepará-los para combater essa situação em suas famílias. Foi um trabalho de estimular que pensem sobre o tema e se posicionem como alguém que deve proteger e não estimular a violência”, afirmou.
A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou a importância da parceria entre as instituições, valorizou a iniciativa e elogiou o uso da arte como instrumento para abordar temas sociais. “Quando o TRE, como representante da democracia, se conecta com a sociedade, está exercendo um dos seus papéis. A todos aqueles que nos buscam, abrimos as nossas portas. E a Defensoria Pública, nossa grande parceira, nos buscou para acolhermos essa exposição e tenho uma felicidade muito grande de receber essa iniciativa, que é muito bonita e importante”, disse.
Serly destacou que a linguagem dos desenhos permite abordar o tema sob outra perspectiva. “Mostra que, por meio da arte, é possível conversar sobre assuntos que nos são caros, assuntos que nos fazem pensar de forma diferente. Essa é uma forma lúdica de pensar sobre essas coisas, trabalhando com crianças e com desenhos. Trabalhar em parceria é muito importante. Temos que olhar com humanidade para esses assuntos, pois podemos falar sobre questão importantes para a mulher em todos os níveis”, disse.
A presidente também relacionou o tema à atuação da própria Justiça Eleitoral. “Temos que pensar, de forma direta ou indireta, nessas questões da mulher, pois a mulher é eleitora. Eu quis a exposição aqui, neste exato lugar, para que os servidores do órgão possam passar, acompanhar, ver, observar e refletir sobre um problema que pode estar afetando pessoas próximas e mesmo pessoas em nossas casas”, completou.