Cerca de 160 idosos procuraram, nos três primeiros dias, a Semana da Documentação Básica da Pessoa Idosa, em Várzea Grande. Ao todo, foram realizados 435 atendimentos para regularização de documentos e acesso a serviços essenciais.
Promovida até sexta-feira (18), no Centro de Convivência Vovô Zeid, na avenida Arthur Bernardes, a ação reúne Prefeitura, Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), Tribunal de Justiça, Politec e cartórios de registro civil.
A Defensoria Pública atua diretamente no atendimento, com orientação, encaminhamentos e articulação com os cartórios para solucionar pendências documentais. Além dos idosos previamente agendados, o mutirão também recebe pessoas que procuram espontaneamente o local.

Entre os serviços oferecidos estão a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), atualização de certidões de nascimento e casamento, regularização do CPF, atualização de dados e biometria. Para solicitar a identidade, é necessário apresentar a certidão de nascimento ou casamento e, se tiver, o número do CPF.
Para o defensor público Denis Thomaz Rodrigues, que participa da ação, a iniciativa também representa uma forma de garantir escuta e atendimento digno a uma parcela da população que muitas vezes enfrenta dificuldades para acessar serviços públicos.
“Os idosos muitas vezes são uma população vulnerável, mas esquecida. Temos aqui hoje um exemplo de cidadania, onde os idosos estão sendo atendidos com dignidade, estão sendo ouvidos, uma escuta qualificada, em um ambiente favorável. É um apoio muito necessário”, explicou.

A concentração dos serviços em um único espaço é um dos principais diferenciais da iniciativa. Para muitos idosos, especialmente aqueles com dificuldade de locomoção, resolver uma pendência documental pode significar deslocamentos por diferentes órgãos e cartórios. No mutirão, essas etapas são reunidas e encaminhadas no mesmo local.
Para a Defensoria Pública, o trabalho também reforça a importância de uma atuação próxima da população idosa, especialmente quando dificuldades financeiras, limitações de mobilidade ou problemas antigos de documentação acabam impedindo o acesso a direitos básicos.