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DIA DOS PAIS


Um ano após atendimento na Defensoria, pai e filho celebram o fortalecimento do vínculo de amor e carinho

Waldirley e Franklin foram atendidos em 2025 durante o projeto Meu Pai Tem Nome para oficializar a paternidade socioafetiva

Por Paulo Henrique Fanaia
09 de de 2026 - 17:45
Foto - Arquivo pessoal Um ano após atendimento na Defensoria, pai e filho celebram o fortalecimento do vínculo de amor e carinho


Há um ano, Waldirley Edson Kempfer, de 53 anos, e Franklin Ramos da Silva Kempfer, 32 anos, tiveram a ajuda da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) para a realização de um sonho: o reconhecimento da paternidade socioafetiva. Neste Dia dos Pais (9), a DPEMT procurou pai e filho para saber como eles estão e o que mudou em suas vidas após este momento especial que levou três décadas para acontecer.

Morador de Cuiabá, Waldirley conheceu a mãe de Franklin quando ele tinha apenas um ano de idade. Naquela época, Andreia Chaves da Silva estava recém-divorciada. Aos poucos, a relação entre ele e Franklin foi sendo construída com muito respeito, amor, carinho e responsabilidade.

“Quando me casei com a mãe do Franklin eu logo o assumi como meu filho. Nossa vida sempre foi unida pelo amor que criamos um pelo outro”, conta Waldirley.

Franklin afirma que a história do pai sempre foi motivo de orgulho. “A história do meu pai e da minha mãe é muito bonita e pra mim é um motivo de orgulho. Tudo começou no ano de 1994, minha mãe é uma mulher negra, estava recém-divorciada e com um filho de um ano de idade para criar. Meu pai venceu todos os preconceitos que a sociedade tinha e jogava em cima da minha mãe. Eu admiro muito ele por isso. Nesses anos, ele e minha mãe tiveram mais dois filhos, mas isso nunca fez com que ele me tratasse diferente. Muito pelo contrário, ele sempre me tratou com muito amor e carinho”, conta Franklin de forma emocionada.

Pai e filho sempre tiveram o sonho de realizar o reconhecimento da paternidade socioafetiva e oficializar o nome de Waldirley como pai na certidão de nascimento de Franklin. O obstáculo sempre acontecia quando eles buscavam os cartórios para fazer o procedimento.

“Sempre tivemos vontade de fazer o reconhecimento, mas toda vez esbarrava na burocracia e no valor dos encargos que eram muito elevados”, conta Franklin.

Em 2025 eles procuraram a DPEMT durante o projeto Meu Pai Tem Nome, ação nacional coordenada pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege) que tem a instituição como parceira. O projeto tem o objetivo de facilitar o reconhecimento de paternidade, de forma gratuita, célere, acessível e humanizada.

Durante o Dia D de atendimento realizado no Núcleo Cível da Defensoria Pública em Cuiabá, pai e filho participaram de uma audiência de conciliação por meio de videoconferência, pois na época Franklin morava em Brasília (DF), e oficializaram a relação que vem sendo construída ao longo de 30 anos.

“Nesse um ano de oficialização do nosso vínculo de pai e filho é difícil falar em ‘mudança’, porque o sentimento de amor sempre teve. Para mim o que existe agora é o sentimento de pertencimento. Hoje eu tenho o nome do meu pai na minha certidão, adicionei o Kempfer no meu sobrenome, tenho esse pedacinho dele comigo. É um sentimento de sonho realizado. Logo que participamos da audiência, os servidores da Defensoria disseram que levaria uns dois meses para que a certidão ficasse pronta. Nós dois ficamos super ansiosos. No dia que nos ligaram para avisar que estava tudo pronto, eu fui correndo no cartório. Quando peguei a nova certidão eu chorei muito. Mandei mensagem no grupo da família. Foi uma festa”, conta Franklin.

“Nesse um ano ficamos mais unidos. Nos falamos todo dia, estamos sempre querendo saber um do outro. Eu vejo que nossa amizade e nosso amor cresceu ainda mais. O atendimento da Defensoria Pública foi de grande relevância. Têm muitos pais que querem fazer o reconhecimento dos filhos, mas não conseguem devido à burocracia. Nós resolvemos tudo muito rápido e fomos bem atendidos”, complementa Waldirley.

Relembre o caso.