A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPMT) se reuniu nesta segunda-feira (26) com a vice-governadora eleita de Mato Grosso, Gisela Simona, com o objetivo de ampliar o diálogo com a nova gestão do Palácio Paiaguás. Durante a reunião, a defensora pública-geral, Luziane Castro, o secretário executivo da DPMT, Clodoaldo Queiroz, e a coordenadora do Grupo de Atuação Estratégico em Direitos Coletivos (Gaedic) em atenção aos catadores de materiais recicláveis, Kelly Christina Monteiro, apresentaram as ações desenvolvidas pela Defensoria e ideias de parcerias que possam ser implementadas para potencializar a união entre as instituições.
“Esse encontro de hoje foi um momento muito importante para que pudéssemos apresentar para a vice-governadora Gisela a situação e um ‘raio X’ da Defensoria Pública, apresentando os avanços dos últimos anos, o crescimento da nossa Instituição e a necessidade de manter a Defensoria Pública em constante evolução, ainda mais, levando em consideração que os números de atendimentos neste ano são surpreendentes. Por isso, é necessário que a Defensoria receba os investimentos necessários para que possamos continuar realizando um trabalho de qualidade para as pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirma Luziane Castro.
A defensora pública-geral fez questão de ressaltar que aportar recursos na DPMT não é um gasto, mas um investimento que leva benefícios à população de Mato Grosso, afinal, de janeiro a outubro deste ano, a Defensoria Pública já realizou 648.948 atendimentos em todo o estado.
“Foi uma grande oportunidade para conhecer de perto o trabalho da Defensoria de Mato Grosso. Os números são impressionantes, a Instituição já alcança todas as comarcas do estado e tem o poder de levar o acesso a Justiça à população em situação de vulnerabilidade. Temos bandeiras desafiadoras para Mato Grosso, como o de levar ações às comunidades indígenas e quilombolas e na questão do combate da violência contra a mulher e a Defensoria tem atuado de maneira firme nesses pontos. Estaremos sempre presentes ao lado da Instituição”, garantiu Gisela Simona.
Além de apresentar as ações da DPMT, a vice-governadora também conheceu os trabalhos realizados pelo Gaedic junto aos catadores de materiais recicláveis e de que forma o Governo do Estado pode ajudar a viabilizar ações que possam levar mais autonomia e rentabilidade às organizações e cooperativas de catadores.
“O Gaedic tem auxiliado na mudança de vida dos catadores de materiais recicláveis em todo o estado. Essa população presta um trabalho de excelência para a sociedade, por isso buscamos fazer essa parceria para dar mais visibilidade e fortalecimento a eles”, diz Luziane Castro.
Criados por meio da Portaria nº 01091/DPG, os Grupos de Atuação Estratégica em Direitos Coletivos (Gaedics) da DPMT visam dar atenção especial a grupos sociais específicos da população com o objetivo de prestar assistência jurídica integral e gratuita de forma prioritária e coletiva. Mais do que apoiar a atuação dos membros da Defensoria Pública, os Gaedics passaram a atuar como uma forma de empoderar os grupos sociais vulneráveis, incluindo os movimentos sociais, diretamente afetados em cada setor.
O Gaedic em atenção aos catadores de materiais recicláveis surgiu em 2020 e, desde então, atua com o objetivo de levar dignidade e conhecimento aos trabalhadores, fazendo com que eles possam se unir em associações e cooperativas para que busquem melhorias em suas vidas.
Para tanto, o grupo auxilia os trabalhadores com cursos de formação, educação básica, aulas que ensinam a criar e gerir as associações e cooperativas e também atuando lado a lado dos trabalhadores para que eles possam ter acesso às políticas públicas estaduais e municipais.
“Tivemos grandes êxitos trabalhando junto aos catadores de materiais recicláveis e tivemos a oportunidade de apresentar a vice-governadora a importância do trabalho dos catadores para o meio ambiente e para a sociedade. É preciso um investimento adequado para que o Governo possa levar mais empoderamento aos catadores para que eles tenham um trabalho digno e que assim eles possam ser inseridos dentro da economia local”, afirma Kelly Christina.
