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DIA DO PROFESSOR


Entre a Defensoria e a sala de aula, profissionais transformam experiência em conhecimento

Membros e defensores conciliam a rotina na DPMT com a docência, conectando a realidade social e os desafios diários ao ambiente acadêmico

Por Alexandre Guimarães
15 de de 2026 - 18:14
Arquivo/DPMT Entre a Defensoria e a sala de aula, profissionais transformam experiência em conhecimento


Ensinar e defender direitos partem de um mesmo princípio: o compromisso com a transformação da sociedade. Na Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPMT), membros e servidores que dividem os dias entre as demandas institucionais e as salas de aula encontram na docência a chance de ir muito além da teoria.

Neste Dia do Professor (15 de outubro), as trajetórias desses profissionais revelam como a vivência prática enriquece a formação dos estudantes e, em contrapartida, aprimora o próprio serviço prestado à população.

A defensora pública Cleide Nascimento, que leciona em cursos preparatórios, resume essa união: “Ser professora e defensora pública é conciliar duas atividades que têm um propósito em comum: transformar vidas”.

Segundo ela, o trabalho na Instituição garante direitos, enquanto a sala de aula ajuda pessoas a ingressarem no serviço público.

“É uma rotina desafiadora, mas muito gratificante. Ensinar também é uma forma de transformar realidades e abrir caminhos para novas oportunidades”, ressaltou.


Com anos de experiência no ensino superior, o defensor público e membro da Academia Mato-grossense de Direito, Márcio Dorilêo, reforça esse paralelo.

“A Defensoria Pública tem uma relação muito forte com o papel do professor. O norte da nossa missão é promover conhecimento e orientação sobre direitos, uma inspiração permanente na tarefa dos mestres”, avaliou.

Para a defensora pública Luciana Barbosa Garcia, que lecionou por quatro anos em uma faculdade particular de Sinop, a presença da Instituição nos bancos acadêmicos aproxima os estudantes da missão constitucional de promover acesso à Justiça aos mais vulneráveis.

“Essa perspectiva humanizada deve permear a formação e a atuação jurídica como um todo. Conciliar a docência com as demandas diárias da atuação institucional é um grande desafio, mas também uma oportunidade de imenso valor”, afirmou.

Luciana acrescenta que a docência permite formar “profissionais mais sensíveis às desigualdades sociais e comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa, igualitária, fraterna e solidária”.

Professor de Processo Penal e Criminologia em uma faculdade particular de Sorriso, o defensor público Ewerton da Nóbrega vê na docência uma forma de retribuir o que recebeu. Após ser aluno e estagiário, passou a compartilhar seus conhecimentos com futuros profissionais.

“A oportunidade de lecionar sempre veio com a ideia de passar as oportunidades que tive com meus professores”, destacou.

Ele avalia que a prática enriquece o ensino e estimula um olhar mais humano e crítico nos estudantes.


Atuações complementares – A troca entre teoria e prática pauta a rotina do servidor Fernando Peres dos Santos, coordenador do curso de Direito de um centro universitário particular e mestre em Política Social.

Na universidade, ele transforma a experiência institucional em reflexões que ajudam os acadêmicos a compreender como o Direito se aplica à vida das pessoas.

“São duas atuações que se complementam. Na sala de aula, consigo aproximar os estudantes da realidade da profissão”, explicou.

O coordenador ressalta que a docência exige revisão constante. “Acredito que ensinar é também uma forma de defender direitos, pois a transformação social começa pela educação”, pontuou.

Esse mesmo compromisso orienta o assessor de defensor Paulo Renato Paião, professor de diversas áreas do Direito em uma faculdade particular de Primavera do Leste. Ele afirma que a sala de aula exige tornar o conhecimento acessível, enquanto a DPMT o coloca diante de situações concretas.

“Mais do que ensinar o Direito, procuro compartilhar experiências, despertar o pensamento crítico e demonstrar que, por trás de cada processo, existem pessoas, histórias e direitos que precisam ser respeitados”, enfatizou.

Conexões –  A docência também conecta estudantes às inovações. É o caso de Felipe Machado, servidor da Diretoria de Governança Digital e Inovação e professor de tecnologia em uma universidade particular de Cuiabá. Sua vivência ajuda a levar desafios reais e novas metodologias ao ambiente acadêmico.

“Compartilhar conhecimento é uma das formas de contribuir para a transformação digital da sociedade”, revelou.

A dimensão humana da educação é ressaltada por Marcus Alves, assessor da Corregedoria-Geral e professor universitário há oito anos. Para ele, conciliar o trabalho na DPMT com a formação de novos profissionais é algo transformador, refletindo tanto na vida do acadêmico quanto na sua trajetória pessoal.

Já a assessora jurídica da Segunda Instância Cível, Ercília Borges, descreve a conciliação dessas rotinas como exigente, mas de aprendizado mútuo.

“É engrandecedor saber que a transformação social promovida pelo acesso à Justiça se conecta diretamente com o poder transformador da educação que compartilho com meus alunos”, reforçou.

Entre os compromissos institucionais e o preparo de aulas, esses profissionais ampliam o alcance do conhecimento prático.

A experiência no atendimento à população enriquece as universidades, enquanto as reflexões dos estudantes estimulam novas formas de compreender o serviço público. público.